A Cor do Vento
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A música é clássica. No lugar de bailarinas nas pontas dos pés, surgem pessoas descalças, homens e mulheres com biótipos e idades diferentes. Ao som de Quatro Estações (Inverno), elas se unem numa forma homogenia de braços e pernas que giram sob um novo código de ritmos e passos. São arquitetos, jornalistas, donas-de-casa, professores, empresários, que fazem parte do grupo Corpus de Dança, criado e dirigido pelo bailarino e coreógrafo Reinaldo Soares.
O espetáculo A Cor do Vento explora uma grande diversidade de sonoridades e estilos. Canto gregoriano, Vivaldi, baião, ritmo africano, milonga. O envolvimento de várias possibilidades da dança nos corpos de bailarinos amadores.
Reinaldo trabalhou durante 13 anos com Ivaldo Bertazzo na Escola de Reeducação do Movimento. Foi lá que descobriu a sua vocação para ensinar pessoas com pouca ou nenhuma experiência em dança. Na suas aulas, o coreógrafo aplica o método de reeducação do corpo com uma roupagem própria, mais lúdica e voltada para a dança, que tem forte influência indiana.
A ideia do espetáculo surgiu em 2010, quando Reinaldo expôs à poeta Annita Costa Malufe sua fascinação pelo vento. Naquele momento, Annita mostrou um belo poema que havia escrito sobre o tema. Reinaldo pediu então à cantora Beth Amin para musicá-lo. O resultado é a origem de A Cor do Vento. A utilização de música de Vivaldi com uma linguagem corporal inovadora e democrática é a melhor tradução da filosofia do Corpus da Dança: trazer frescor ao cenário da dança nacional.
O espetáculo “A Cor do Vento” é apoiado pela XComunicação