A crise no Santos FC e bagunça corporativa nas mídias sociais

Postado por admin, terça-feira 3 agosto 2010 as 10:52

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santos

por Guilhermo Benitez  *

Começo este post informando, com muito orgulho, que sou torcedor do Santos FC. Um sentimento redobrado pelo excelente trabalho que o clube desenvolve já há anos revelando novos talentos. Primeiro a geração de Robinho, Elano, Léo e Diego. Agora Paulo Henrique Ganso, Neymar, Wesley e André.

Jovens talentosos, mas, como parece ser comum nesta geração Y, com um ímpeto que não aceita com facilidade a disciplina. Um destes arroubos de jovialidade virou notícia esta semana. Após vencer por 2 a 1, fora de casa e com o time reserva, o Grêmio Prudente, parte dos jogadores decidiu comemorar publicamente o feito. Com a facilidade das redes sociais, ligaram uma webcam e, visivelmente alterados, criticaram colegas e xingaram torcedores. Veja aqui 

O fato, mais do que simplesmente um novo capítulo nos bastidores da cobertura do futebol, revela uma questão crucial na comunicação corporativa de hoje. Como as empresas (sejam elas times de futebol, editoras de jornais e revistas ou fabricantes de alimentos) devem lidar com a presença de seus colaboradores nas redes sociais?

Por um lado, vários “gurus” internacionais desta nova comunicação digital pregam que as organizações devem não apenas liberar seus funcionários para usarem Twitter, Facebook e demais redes sociais, mas como também incentivá-los a terem presença ativa na web 2.0. Para autores como Chris Anderson, David Meerman Scott e Robert Scoble, os profissionais de determinada companhia passam a ser porta-vozes, divulgadores e defensores de sua marca, tornando-a mais humana e aberta.

Do outro, situações como a dos atletas do Santos, o caso do hoje ex-executivo do Locaweb (demitido por postar no Twitter comentário ofensivo ao time que sua empresa estava patrocinando) e dos pilotos da Gol, que estão usando as mídias sociais para divulgar que pretendem entrar em greve dia 13 de Agosto.

Diante deste dilema, o que podem fazer os gestores de comunicação corporativa? Já ouvi de colegas repensando a comunicação interna de suas empresas. “Com as redes sociais, fica delicado seguir a cartilha e avisar o colaborador primeiro, pois ele pode vazar a informação no Facebook e queimar sua divulgação para os veículos de comunicação”, disse um deles.

O caminho pode ser mais simples: criar regras corporativas claras para o uso das redes sociais, treinar os funcionários e monitorar sua aplicação. A XPress já está trabalhando  com alguns clientes neste sentido e desenvolvemos ferramentas, materiais e treinamentos específicos para isto. Depois do Media Training, agora é hora de começarmos a Capacitação Corporativa para Redes Sociais.

Em tempo: a diretoria do glorioso Santos FC finalmente entendeu o caminho e afirmou publicamente que, após a final da Copa do Brasil, irá implantar uma cartilha com regras para a utilização das redes sociais por seus atletas e funcionários. Pena que teve que esperar uma crise estourar para agir.

* Guilhermo Benitez  é santista e diretor associado da XPress Comunicação

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