Feira SP-Arte aquece e enriquece o cenário da arte na América Latina
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Obra de Helio Oiticica (no topo) divide espaço na SP-Arte com obras menos conhecidas, como os desenhos de Arnaldo Baptista (acima). O famoso músico aporta finalmente no circuito oficial das artes através da galeria Emma Thomas.
De 29 de abril a 2 de maio, o Pavilhão da Bienal de São Paulo vai receber a sexta edição da SP-Arte – Feira Internacional de Arte de São Paulo. Inspirada nas grandes feiras internacionais como Art Basel, na Suíça, Frieze, na Inglaterra, Arco, na Espanha e Fiac, na França, o evento se estabeleceu no calendário nacional e internacional como um dos mais prestigiados e esperados eventos de arte na America Latina.
“O mercado nacional está maduro e o crescimento da feira é um reflexo desse momento. Nosso objetivo é democratizar o acesso à SP-Arte, permitindo que jovens talentos dividam o espaço com nomes consagrados, inserindo-os, definitivamente, no mercado de arte”, comenta Fernanda Feitosa, diretora do evento.
Participarão desta edição mais de 80 galerias de arte moderna e contemporânea, além de vários convidados do exterior, curadores de coleções particulares e museus como Tate Modern (Reino Unido), Malmö Konsthall (Suécia), Museo Universitario Arte Contemporáneo – MUAC (México), Museo de Arte de Lima – MALI (Peru) e Museo de Arte Conteporáneo de Castilla y León – MUSAC (Espanha). Reunirá, ainda, as mais importantes galerias do Brasil e países convidados como a Argentina, Uruguai, México, Estados Unidos, Espanha, França e Reino Unido, totalizando mais de 1.500 obras.
Como acontece desde 2009, o evento traz, ainda, o projeto de intervenção artística SP-Arte/Specific. São vários artistas de diferentes núcleos, que promovem intervenções nos espaços arquitetônicos do pavilhão, como rampa e escadas rolantes. Esta edição trará 12 artistas que frequentam o Atelier Fidalga, centro de estudos e reflexão artística sob coordenação de Sandra Cinto e Albano Afonso.
A SP-Arte edita, ainda, a revista SP-Arte, criada em 2006 com a intenção de tornar mais acessíveis ao público as questões do universo da arte discutidas mundialmente. Publicada como encarte independente em grandes veículos por ocasião da feira, conta com artigos de importantes críticos, curadores, artistas, jornalistas e especialistas em diversas áreas. Em agosto de 2007, com a inauguração do primeiro Circuito de Fotografia, a SP-Arte ganhou edição exclusiva coordenada por Eder Chiodetto e Eduardo Brandão. Clique aqui para acessar todas os números e artigos da revista.
A feira SP-Arte promove, também, uma programação cultural paralela e que acontecerá de 29 a 30 de abril no Auditório Lina Bo Bardi do MAM-SP. Estas são as palestras confirmadas até agora:
29 de abril, 16hrs
Sotheby’s: Quanto vale? um olhar sobre arte e design contemporâneo e latino-americano.
A famosa casa de leilão inglesa Sotheby’s compartilhará informações sobre como se estabelece o valor de uma obra de arte e como esse valor se comporta em tempos de crise. As palestrantes falarão, ainda, sobre os mercados de arte contemporânea, latino-americano e de design. São elas: Maria Bonta de la Pezuela, vice-presidente, diretora América Latina e especialista em arte latino-americana, e Gabriela Palmeri, vice-presidente, especialista em arte contemporânea.
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29 de abril, 17:30hrs
Malmö Konsthall, Suécia: Curadorias Alternativas
Diretor da Malmö Konsthall desde 2008, Jacob Fabricius falará da política de atuação do museu como instituição cultural pública e suas visões sobre a arte brasileira, que estará presente nas próximas exposições do Malmö, com Rivane Neuenschwander e Renata Lucas.
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30 de abril, 17hrs
MUSAC – Museo de Arte Contemporáneo de Castilla y Léon.
Modelos para Armar. Arte latino-americana na coleção do MUSAC.
O diretor e curador do MUSAC, Agustín Pérez Rubio e Octavio Zaya, falarão do ambicioso projeto em torno da arte na América Latina, no qual vêm trabalhando há vários anos. Partirão da coleção do Museu, passando por outros projetos satélites, que vão desde uma mostra de jovens artistas brasileiros a seminários teóricos e de reflexão, incluindo a publicação da RADAR, uma nova revista de arte e pensamento. O Museu busca ampliar o conhecimento e a visão da arte na América Latina, a partir de uma iniciativa de um museu europeu. A exposição faz parte da comemoração do quinto aniversário do MUSAC.