Por dentro de uma agência – Parte 2 (Institucional)

Postado por Rodrigo Dionisio, terça-feira 28 fevereiro 2012 as 12:40

Esse post foi lido 758 vezes até agora!

Se você lida com comunicação e nunca contratou uma agência fotográfica, também nunca fez um evento grande o suficiente. A frase parece arrogante, e é uma provocação, mas também esconde uma verdade. Uma das principais atividades de boa parte das agências fotográficas é atuar em eventos como o corpo oficial de fotografia. Marcas como Adidas e eventos como São Paulo Fashion Week, SP Indy 300, Miss Universo contam com agências contratadas. O Corinthians foi além e montou uma agência própria, que vende conteúdo.

Basicamente a agência recebe um valor fixo para destacar um número X de fotógrafos durante um determinado tempo. Cobre o evento e, na maior parte das vezes, distribui o material usando seu sistema normal de venda de fotos, mas neste caso como divulgação. Parece simples, ou algo corriqueiro para qualquer assessoria que contrata um fotógrafo e joga as imagens no Picassa ou no Flickr. Só parece.

Como escrevi no texto anterior (Por dentro de uma agência –Parte 1), a maioria das agências está acostumada a produzir material pensando com a cabeça dos veículos, seus consumidores finais. Faz isso com equipe especializada, dentro de prazos apertados e com a qualidade exigida para publicação. Consegue ainda, seja com equipe própria ou via parceiros, destacar a quantidade necessária de profissionais a atender praticamente qualquer demanda. Sei de eventos cujas agências destacam ao menos uma dezena de profissionais, incluídos aí fotógrafos, editores e tratadores de imagem.

Fora isso, e aqui está o pulo do gato, os veículos já estão habituados a procurar conteúdo nas agências, é uma necessidade, acima de tudo. Em vez de convencer o jornalista a entrar naquele link do release, seu material estará em um espaço acessado naturalmente algumas vezes por dia em busca de conteúdo.

Pode parecer que estou fazendo propaganda, então vamos reorganizar os argumentos de maneira racional. Praticamente qualquer evento demanda registro fotográfico. Quanto maior o evento, maior a complexidade e a expectativa do cliente. Uma opção  é entregar o serviço a quem faz apenas parte da cadeia de captação a distribuição de maneira. Outra é passar a bola para quem tem toda a estrutura pronta, literalmente terceirizar com um especialista parte do trabalho que iria sobrar para a assessoria (ou departamento de comunicação).

Trabalhei nove anos com assessoria de imprensa e sei o parto de esperar um CD com imagens 24 horas depois do evento e disparar imagens (editadas por mim) por e-mail. Em um dos eventos que fiz “do lado de cá”, a assessoria quis disparo para mailing, e nós fizemos isso para eles, com um link específico e fotos já legendadas da cobertura. Simples assim, a função da agência é absorver trabalho e entregá-lo de maneira personalizada.

Há exceções, a F1 no Brasil, por exemplo, conta com um grupo de fotógrafos que não trabalham sob uma agência. Entretanto, segundo ouvi dos próprios organizadores da comunicação da prova, levou tempo para fechar uma equipe azeitada. E vale levar em conta que há toda uma estrutura montada para divisão de tarefas, atendimento às demandas e divulgação do material, que lembra muito o trabalho de… uma agência.

* Rodrigo Dionisio é fotografo, jornalista e vice-versa, além de ser sócio-diretor da FramePhoto Agência Fotográfica (www.framephoto.com.br)

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...


Nenhum Comentário »

Nenhum comentário ainda.

Feed RSS para comentários sobre este post. TrackBack URI

Deixe um comentário