Redes sociais e a busca por um emprego

Postado por Rodrigo Dionisio, terça-feira 8 junho 2010 as 14:56

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Artigo

Homens-placa oferecem empregos na Barão de Itapetiniga, Centro de São Paulo.
Foto de Panoptico (www.flickr.com/photos/panopticosp)

Por Stephania Fincatti *

Cada vez mais na crista da onda, as redes sociais como o Twitter, Orkut e LinkedIn estão ganhando uma função extra na análise de perfis de candidatos durante o processo seletivo para uma vaga de emprego, trainee ou estágio.  O tradicional currículo em Word deixou de ser a única forma de mostrar todas as qualidades e experiências do candidato. Outras características de perfil comportamental e também a recomendação de amigos passam a ser considerados itens fundamentais para a contratação de um profissional.

O LinkedIn, a principal rede de networking utilizada por empresas do mundo inteiro, conta com 50 milhões de usuários em cerca de 200 países. De acordo com uma pesquisa da Jobvite.com, o LinkedIn é utilizado em 95% dos casos de recrutamento de profissionais.  Na América Latina, onde a rede tem mais de 1 milhão de usuários, o fenômeno não é muito diferente. O Brasil possui a comunidade mais ativa da região. Neste espaço, os recrutadores conseguem visualizar o perfil e o currículo completo do candidato, além de ter uma ideia mais exata da dimensão da sua rede de relacionamento.

É preciso compreender que, no atual cenário do mercado de trabalho, a opinião e a recomendação ganharam um peso considerável na decisão dos processos seletivos. A informação está livre para consulta na web e muitos recrutadores costumam recorrer a estas redes para procurar profissionais, anunciar vagas e até pesquisar um pouco mais sobre a vida dos potenciais contratados.  As redes sociais facilitaram a identificação de profissionais e páginas pessoais tornam-se ferramentas poderosas que podem ajudar ou atrapalhar. Uma preocupação a mais para quem está procurando um lugar de destaque no mercado é que um posicionamento ou declaração infeliz pode depor contra e comprometer todas as experiências, cursos e prêmios acumulados ao longo da carreira.

Assim, o ambiente online ganha importância e para se tornar um aliado é necessário sempre manter a coerência nos dados postados, especialmente nas informações sobre seu ambiente profissional. Participar de comunidades do tipo “Eu odeio meu chefe” ou “Eu adoro dormir no trabalho” provoca uma percepção negativa instantânea. Em contrapartida, mensagens positivas, divulgação de trabalhos e informações de interesse público somam pontos positivos e podem ser decisivas na contratação.

Atualmente, é crescente o grau de influência das redes sociais. As próprias empresas estão atentas sobre as opiniões de seus consumidores e criam estratégias de comunicação a partir desta análise. Saber usufruir do potencial delas é de grande valia na busca de vagas de emprego e pode ser um diferencial significativo num ambiente profissional cada vez mais competitivo, onde as informações são compartilhadas por todos em tempo real.

* Stephania Fincatti é especialista em marketing digital e gerente de relacionamento e comunicação digital do Grupo Cruzeiro do Sul Educacional. Twitter: @stephifincatti

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1 Comentário »

  1. Comentário by Roberto — 8 de junho de 2010 @ 16:56

    Realmente o que parece é isso mesmo.
    As empresas de fora do país é que tinham o costume
    de olhar perfil em redes socais, mas agora até
    empresas aqui do brasil parecem estar seguindo esse modelo.

    Muito bom o artigo. Parabéns

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