“Siga a matilha…”

Postado por Rodrigo Dionisio, quinta-feira 22 julho 2010 as 16:22

Esse post foi lido 479 vezes até agora!

Artigo

blank

Por Rodrigo Dionisio*

Nós perguntamos aos leitores do blog: Por que entrar em uma rede virtual? A opção vencedora, com 18 votos, foi “Por estar ligada a usos específicos (profissionais ou pessoais, como no caso do uso de sites de relacionamento)”. Sem nenhum voto, o patinho feio da enquete foi “Por obrigação (meu chefe disse que quem não estivesse no Twitter podia procurar outra coisa a fazer da vida)”. Interessante é o fato de uma colega de assessoria, trabalhando em uma das agências líderes de mercado, ter ouvido exatamente isso de seu superior. E não era brincadeira. Se quiser, ainda é possível votar aqui.

O fato é que nós, brasileiros, somos um dos povos mais afeitos às redes virtuais. Dominamos o Orkut, e ele ainda tem relevância na América Latina por nossa causa, mesmo estando morto em quase todo o resto do mundo (veja gráfico a seguir, da comScore, mostrando qual o alcance da rede e quanto se gasta de tempo nela). O Brasil é o país na região onde Twitter cresce mais e mais rápido (veja também gráfico). O Facebook ainda engatinha por aqui (idem). Mesmo quando não pegam, redes como o Second Life ganham espaço de destaque na mídia, nos papos de boteco, nas discussões, enfim, on e offline.

blank

facebookxorkut

twitter

facebook

blank

Mesmo deixando de lado as redes mainstream, comunidades naturalmente mais de nicho seguem seu caminho. Já ouviu falar de diHiTT, Rec6, Linkk, Uêba e Ocioso? Essas são as cinco maiores redes “digg-like” do Brasil. Resumidamente, são comunidades nas quais você posta um conteúdo e vota, favorita as notícias das quais mais gostam. Segundo levantamento do Mestre SEO (veja aqui), em junho, elas receberam mais de 9.200 novos textos. A maior delas, o Ocioso, teve sozinho 13,5 milhões de cliques em suas notícias no período. Nada se comparado aos números de redes como Facebook e o próprio Twitter. Bastante coisa para uma ferramenta ainda de nicho.

Conclusão? Nenhuma. O que faz o sucesso de uma rede virtual depende de uma série de fatores. Restrições de tecnologia derrubam algumas, interesse de empresas por formatos e ideias levanta outras. Na pesquisa citada no início do texto, apenas um internauta clicou na opção “Pelo ‘hype’ (se muitos falam, na mídia principalmente, vou ver qual é)”. Se vale minha opinião, mais pessoal que profissional, ainda creio estarmos em um estágio no qual quem faz volume online é o offline. Muitos devem lembrar que o Orkut, por muito tempo, era a principal fonte de pesquisa (qualquer pesquisa) para as Redações de jornais e revistas. O gráfico mostra que o Twitter era bem menos importante em alcance quando foi considerado febre por muitos veículos que agora (e já há quem fale de “orkutização” do Twitter). O Facebook é mais falado que acessado por enquanto, mas o espírito de manada faz sim diferença, mesmo com tantos anos de evolução nas costas.

Ovo ou galinha, não sei. Mas, como escrevi em outro post, web social é feita de gente. E não vai ser ela, a web, a resolver questões tão antigas quanto o nosso surgimento.

PS: o título deste post é uma citação à frase “Siga a matilha ou vai morrer sozinho”, da música Dogmas Tecnofacistas, composta por Marcelo Nova (Camisa de Vênus)

* Rodrigo Dionisio é editor do blog da XComunicação; jornalista e fotógrafo, posta seus trabalhos em www.28estudio.com.br e centraliza sua vida digital em www.meadiciona.com.br/28estudio

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...


1 Comentário »

  1. Comentário by Frank Marcel — 23 de julho de 2010 @ 13:05

    Parabéns pelo artigo, Dionísio. Bem interessante a sua análise! Muito pertinente, inclusive pelo siga a matilha. Acredito que isso seja bem o curso natural da popularização de qualquer coisa. As que não mudam a vida das pessoas, são esquecidas. Posso citar Bing ou Cuil, por aqui? Em seus lançamentos, algum barulho. Mas quando as pessoas voltaram ao seu cotidiano, eles foram esquecidos. Twitter, Orkut ficaram presentes demais para serem esquecidos, e crescem. Facebook? Acho que está no período de aprovação pra ver se “vai ou racha.”

    p.s.: Porque o CSS dos links os mistura ao texto? Acho muito útil que os links fiquem destacados, pois fora os “aqui” não sei se existem outros links no texto, eu não fico correndo o ponteiro do mouse em cada palavra para descobrir qual é link. Abraços!

Feed RSS para comentários sobre este post. TrackBack URI

Deixe um comentário