Postado por Rodrigo Dionisio em 29 de junho de 2010
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Síndrome de abstinência. Não há maneira melhor para descrever o que acometerá milhões de pessoas no exato momento em que o juiz apitar hoje o final de Portugal e Espanha, lá na África do Sul. Não, a Copa não acaba, nem o assunto some dos noticiários. Mas a competição entra em pausa e serão, absurdo, dois dias sem uma partida. Para quem gosta de futebol (ou apenas se torna fanático de quatro em quatro anos), simplesmente insuportável.
Para os irritados com o tema, pior. Serão 48 horas de discussões sobre o que não pode ser mais mudado (vexame da Itália, erros de arbitragem, a eliminação precoce do time da casa) ou de exercícios da futurologia mais barata (e se Kaká xingar o árbitro, e se Messi não jogar, e se a Holanda jogar de branco). Isso sem contar a série interminável de estatísticas furadas, a ensinar quantas vezes um time africano chegou às fases finais da Copa. Ou quantas vezes uma equipe europeia com técnico de um país diferente e jogadores naturalizados enfrentou um combinado sul-americano e levou menos de dois gols no primeiro tempo… Leia mais
Postado por Rodrigo Dionisio em 24 de junho de 2010
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Artigo
Por Helena Duncan*
Eu sou uma pessoa comunicativa e curiosa, tenho personalidade extrovertida e, desde criança, adoro interagir das maneiras mais diferentes com o universo à minha volta. Tamanha minha abertura, que minha mãe temia que um estranho me chamasse e eu fosse embora, batendo aquele papo animado. Estes traços de personalidade me levaram a trazer a comunicação para minha vida de forma definitiva e profissional: me tornei jornalista. Queria buscar histórias úteis, queria que meus olhos, ouvidos e escrita servissem à humanidade de alguma maneira. Na idade mais idealista, quando entrei pra universidade, pensava que jornalismo investigativo seria meu destino, inclusive.
Segui um caminho que considero interessante e diversificado na comunicação: trabalhei em TV, em revista e, morando em Nova York, idealizei e viabilizei programas pra TV brasileira. Descobri a comunicação corporativa um tanto por acaso e me apaixonei, fiz uma pós em marketing, trabalhei em multinacional e hoje sou sócia de uma agência bacanérrima. Entendi o quanto podemos usar a criatividade e todas as qualidades de bom jornalista de maneira sutil e inteligente no mundo das empresas e marcas. Leia mais
Postado por Rodrigo Dionisio em 22 de junho de 2010
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XPress Entrevista – Hugo Gloss
“Odeio intelectualidade forjada. Luto pelo direito de ‘também ser fútil’. Esse discurso de ‘ter o que dizer’ beira à hipocrisia. Convenhamos, a vida alheia é sempre mais interessante que a nossa”
É difícil saber quem foi o primeiro fake nacional do Twitter. Provavelmente o do ator Vitor Fasano ganhou notoriedade antes dos demais. O fenômeno, de gente falando pela boca de outras pessoas, evoluiu e começaram a surgir personagens 100% criados dentro da ferramenta, sem mimetizar alguém do mundo real. E alguns têm voz forte e audível. Eles não se passam por outras pessoas para usufruir de suas famas, mas ganham notoriedade falando o que talvez não pudessem se assumissem sua pessoa física e jurídica.
Um dos principais e mais divertidos representantes desse nicho é Hugo Gloss. Personagem de pai não declarado e oculto, fala com humor e ironia do mundo das celebridades. Ele próprio tem se tornado uma. No comando de um Twitter com mais de 350 mil seguidores e de um blog com direito a equipe de produção (@francfloyd, @Cassi_Rod e @camiladmarques).
Entrevistamos Hugo Gloss por e-mail para entender, no fim, qual a graça de ser um anônimo adorado (ou odiado). Ele falou também sobre o uso das ferramentas virtuais, fama, celebridades, assessorias de imprensa. Enviaram perguntas Helena Duncan, que também foi a responsável por sugerir Hugo para esta sessão de entrevistas, Fabio Chiorino, Gabryel Strauch e Rodrigo Dionisio. Leia mais
Postado por Rodrigo Dionisio em 18 de junho de 2010
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Crítica – O Abraço Corporativo
Por Rodrigo Dionisio*
Não lembro mais há quanto tempo, costumava fazer uma sugestão, em tom de piada, a amigos aqui da XComunicação: que tal criar um cliente fictício e fazer assessoria de imprensa para ele? Essa seria uma maneira de testar os limites do trabalho que fazemos e as características da produção de notícias em nosso país. Nunca passou de uma brincadeira. Ao menos para mim. O jornalista Ricardo Kauffman, até onde eu saiba, sem ter nenhum contato maior com os profissionais desta agência, levou a ideia adiante.
Entre 2005 e 2006 criou o consultor de RH Ary Itnem, representante no Brasil da Confraria Britânica do Abraço Corporativo. Desenvolveu uma estratégia básica de assessoria de imprensa, oferecendo seu cliente como personagem, pautando a Confraria e, isto sim uma sacada diferenciada para a época, usando mídia social (com um vídeo no Youtube de Itnem abraçando pessoas na avenida Paulista, em São Paulo). Conseguiu como resultado um clipping invejável para um trabalho deste tipo, que incluía algumas das principais emissoras de TV, revistas, jornais e rádios do país. Leia mais